quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Coreia do Norte

A existência de armamento nuclear, concretamente a bomba H (bomba de hidrogénio), por parte da Coreia do Norte, embora ainda por confirmar pela comunidade internacional, levantou já uma multiplicidade de inquietações. Inquietações que vão para além dos países da região.
A confirmar-se da realização do teste nuclear de hidrogénio, é expectável um incremento dos desequilíbrios geo-estratégicos. Recorde-se que a Coreia do Norte é um país isolado mesmo depois do fim da guerra fria e tem contado com lideranças déspotas e fortemente autocráticas, inspiradas numa espécie de Estalinismo, designadamente Kim Il-Sung (Presidente Eterno), Kim Jong-il e agora Kim Jong-un; um país que conta com uma divisão da vizinha Coreia do Sul - a chamada Zona Desmilitarizada da Coreia.
A insistência numa ideologia apelidada de Juche – auto-suficiente - e a postura de permanente ameaça que pode resvalar para o confronto resultou num isolamento que teve custos incomensuráveis para o povo norte-coreano. Ainda assim, esta ideologia mantém-se e, apesar do carácter hermético do país, é notória da falta de lucidez das suas lideranças, dispostas a sacrificar o próprio povo em nome da ideologia e da divinização das lideranças, sobretudo do culto da personalidade ainda prestado ao Grande Líder Kim Il.sung, falecido nos anos 70.

Um país que conta com uma das maiores forças militares do mundo aliado a uma permanente conflitualidade e que agora acresce a ameaça nuclear não pode deixar o mundo descansado. Paralelamente o actual chefe das forças armadas e líder (vivo) do país, Kim Jon-un, aparenta sofrer de várias patologias psiquiátricas. Era isto que faltava para fazer de 2016 um ano verdadeiramente promissor e se a Coreia do Norte já estava isolada, mais isolada ficará se se confirmar a posse da bomba de hidrogénio. A mera ameaça já desencadeou todo o tipo de inquietações.

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