segunda-feira, 20 de julho de 2015

Reestruturação da dívida

E agora Passos Coelho? E agora que tanto o FMI como o BCE (duas partes da troika) defendem a necessidade de reestruturar a dívida grega, qual é a posição do primeiro-ministro português relativamente à dívida portuguesa?
Passos Coelho sempre rejeitou um cenário de reestruturação da dívida - nem tão-pouco queria ouvir falar dessa possibilidade, apesar de vários economistas, da direita e da esquerda, terem chamado a atenção para essa inevitabilidade.
Porém, e relativamente à dívida grega, tanto o FMI como o BCE defendem a necessidade de reestruturação. Afinal Tsipras - o grande derrotado - já ganhou qualquer coisa, isto para não referir o dinheiro que a Grécia recebeu para pagar ao FMI e mais dinheiro para reembolsar a Europa (no plano mais imediato). Segunda-feira os bancos gregos voltam a estar de portas abertas.
Entretanto, e numa posição de crescente isolamento, o inefável Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, insiste na retórica que postula a saída (temporária?) da Grécia da Zona Euro. Schäble vai ficando isolado e parece que as notícias sobre a morte de Tsipras foram manifestamente exageradas.
Por aqui, impõe-se questionar o primeiro-ministro se este mantém a sua birra relativamente à necessidade de reestruturar a dívida portuguesa que, recorde-se, ultrapassa os 130 por cento do PIB. E estará o primeiro-ministro disposto a lutar por essa reestruturação? Tudo parece indicar que não, até porque isso seria o reconhecimento de anos de políticas falhadas. De qualquer modo, só não muda de ideias quem não as tem e Passos Coelho parece ser prolífico nesse domínio. A ver vamos se o ainda primeiro-ministro tem engenho para desbloquear mais esta dificuldade.


Sem comentários: