quarta-feira, 15 de abril de 2015

Uma prenda para a oposição

O que se diz daquele que se mostra incapaz de aprender com os seus próprios erros? Para não correr o risco de baixar o nível do que por aqui se escreve, evitemos então o recurso a quaisquer adjectivos, deixando a pergunta em aberto.
Pese embora o país tenha tremido com a proposta que implicava mexidas na Taxa Social Única, o primeiro-ministro recupera a polémica afirmando a necessidade de reduzir os custos do trabalho para as empresas. A ideia parece ser a de reduzir a TSU para as empresas sem que isso implique aumentos para os trabalhadores. Resta saber como fazê-lo sem colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social. A julgar pela inabilidade política de Passos Coelho, a explicação da medida não evitará dissabores para o PSD. O CDS procura afastar-se da posição adoptada pelo ainda primeiro-ministro.
Ora, um homem cujo passado pessoal está repleto de fantasmas manifesta uma incrível dificuldade em deixar o passado em paz, mesmo aquele que lhe foi acentuadamente prejudicial. Recorde-se que a mexida na TSU implicou manifestações inauditas no país, pondo em causa a tão adorada estabilidade política.

Ao relembrar a polémica, Passos Coelho, afundado na mais abjecta inépcia, ofereceu uma prenda à oposição. Então não é que o primeiro-ministro parece querer recuperar o momento mais periclitante da legislatura a parcos meses de eleições? Melhor impossível.

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