terça-feira, 14 de abril de 2015

E a escassos meses de eleições... a febre das privatizações

Estamos prestes a entrar num novo ciclo eleitoral e com o fim que se aproxima, tudo o que diz respeito a negócios envolvendo o Estado se precipita. Restam escassos meses até às legislativas e este Governo, em larga medida à semelhança de outros, acelera o processo de privatizações.
Assim, assistiremos em catadupa a privatizações, sobretudo na área dos transportes, a saber: TAP - a mais cobiçada -; subconcessões da Carris e do Metro; STCP, CP Carga e a fusão da Refer com a Estradas de Portugal.
Os governos, e este em particular,  há muito se transformaram em verdadeiras centrais de negócios, sendo que muito deles nem tão-pouco encontram justificação nas famigeradas imposições da troika. É assim, simplesmente porque é rentável para quem compra e porque a salvaguarda do bem público não faz parte da filosofia de quem governa, numa absoluta negação da própria política.

Este profundo processo de privatizações que sofre um acentuado aceleramento nos próximos meses é a essência de quem se diz representante do povo, quando mais não é do que um mero intermediário em negócios ruinosos para o país. Pelo caminho convencem-nos do "tem de ser" porque "as referidas empresas" dão prejuízo, apesar de serem tão apetecíveis para as empresas privadas que as compram. Pelo caminho o valor estratégico dessas empresas não tem qualquer relevância, sobretudo num país acanhado, repleto de meros espectadores da desgraça colectiva.

Sem comentários: