segunda-feira, 30 de março de 2015

Portugal: “uma das nações mais competitivas do mundo”

Há títulos de jornal que, pelo seu absurdo, exigem uma nova leitura. Assim, não raras vezes, damos por nós a regressar ao princípio do título para reler a frase, tal é o absurdo que impregna a mesma.
Aconteceu com a frase em epígrafe proferida por Passos Coelho no Japão, o que não chega a causar espanto, a julgar pela inépcia a que nos habituou. A antevisão do ainda primeiro-ministro passa pela convicção de que Portugal será uma das nações mais competitivas do mundo. Parece que a frase não foi proferida num contexto de humor. De facto a antevisão de Passos Coelho é muito mais do que um exercício bacoco de fé; trata-se afinal de um exercício de eleitoralismo de quem vislumbra uma derrota. Nem tão-pouco se trata de uma forma de convencer empresários nipónicos; neste momento a grande preocupação de Passos Coelho prende-se naturalmente o seu futuro, pouco ou mesmo nada auspicioso.
Neste sentido, tudo será pensado e executado com o objectivo de causar, no plano interno, um impacto positivo. Como o desespero nunca foi bom conselheiro, Passos Coelho cai invariavelmente no ridículo e o ridículo, sobretudo em Política, pode mesmo matar.

OK, talvez não em Portugal.

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