quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Em sentido contrário ao desenvolvimento

Portugal, sobretudo nos últimos quase quatro anos, enveredou por um caminho contrário ao do desenvolvimento. Existe um vasto consenso acerca da importância da educação, da ciência e do avanço tecnológico para o desenvolvimento dos países. De resto, essa tem sido a chave que explica o avanço dos países.
Em Portugal, a coberto da crise e da troika, o desinvestimento nas áreas acima referidas tem sido muito significativo. É a ideologia bacoca a funcionar; a crise e a troika são pretextos para se aplicar políticas que de outra forma seriam mal recebidas.
O país político não tem estratégia nem tão-pouco interesse em retomar o caminho do desenvolvimento, sobretudo o actual Governo; quanto ao resto, também não parece particularmente preocupado com o desinvestimento operado nas referidas áreas. É assim um país que se despediu do futuro,

No Capital no Século XXI, Thomas Picketty insiste na importância da educação, da ciência e do avanço tecnológico como instrumentos essenciais para o desenvolvimento das economias e para a mitigação das desigualdades, não descurando o factor chave que é o poder político e, naturalmente, as suas decisões. Muito mais do que um país viver de investimento estrangeiro, tantas vezes resultando em situações que raiam a neocolonização, é a educação, a ciência, avanço tecnológico e cultura que fazem toda a diferença.

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