quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Greve

A greve é o último recurso dos trabalhadores, sinal de que o contexto em que se encontram inseridos se degradou de forma assinalável. Infelizmente, para alguns, a greve é merecedora de críticas inexoráveis. Em rigor, se fosse possível, a greve, para alguns, merecia ser abolida - porque põe em causa os interesses do país; porque não é economicamente viável, porque causa transtorno aos cidadãos, ou porque sim, simplesmente porque sim.
Exemplo de interesses do país - a venda da TAP. Existe alguém que acredite que a venda da TAP será positiva para o país? Mesmo com a multiplicidade de casos de outras privatizações que destruíram o pouco que nos restava, onerando cidadãos/consumidores?
Quanto à viabilidade económica, a dívida externa portuguesa não é viável e não vejo tanta alma inquieta com esse facto.
Finalmente, o transtorno dos cidadãos. É evidente que as greves causam dificuldades, sobretudo as greves do sector dos transportes públicos. No entanto, temos sido presenteados com perto de quatro anos de transtornos incomensuráveis e sem paralelo, resultado da governação de Passos Coelho e Paulo Portas sem que, insisto, veja muitas almas inquietas. Curioso, não é? Talvez fosse interessante questionar os Belgas sobre as suas impressões sobre a greve; quem diz os Belgas, diz boa parte dos povos europeus.

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