quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alianças à direita

O PS parece ter posto de parte quaisquer alianças à direita, para desgosto de Francisco Assis. Estrategicamente Assis e companhia acreditam que a viragem à esquerda pode significar a perda de votos daquele monstro mítico apelidado de centro.
Assis e companhia não dizem que uma viragem à direita significa evidentemente perda de votos à esquerda. Assis e companhia esquecem ou ignoram o desgaste a que o país tem sido sujeito com as políticas de direita e que esse desgaste traduzir-se-á numa procura de alternativas.
Mas sejamos realistas: o PS está muito longe de ser alternativa. Pode piscar o olho à esquerda, mas nada disso é suficiente. A estratégia está lá: manter o actual rumo, com algumas nuances cor-de-rosa. De socialismo democrático pouco ou nada vamos ver.
Por conseguinte, a indisposição de Assis e companhia não faz sentido, sobretudo quando existe um desgaste acentuado na sociedade, consequência directa da actual política. De resto, Assis não tem que se preocupar com uma súbita viragem do PS à esquerda. Tudo não passa de um piscar de olho à esquerda. Mudanças? Numa parte da Europa fustigada pela austeridade, mas não em Portugal.

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