sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Prioridades

O bem-estar dos cidadãos nunca foi uma prioridade para quem ainda se mantém no Governo. A esmagadora maioria das decisões políticas dos últimos anos foi contra o bem-estar dos cidadãos. Empobreceu-se, destruiu-se e pouco mais.
Em nome da parcimónia, do dinheiro, da poupança, dos lucros das empresas, o actual Executivo de Passos Coelho decidiu aligeirar a auditorias periódicas a quem as empresas estavam sujeitas com o objectivo de salvaguardar a qualidade do ar. Em 2013 o Governo mudou a lei, flexibilizou-a, desregulou, o que se queira chamar. Coincidência das coincidências o país é confrontado com um surto de Legionella de dimensões nunca vistas.
O ministro do Ambiente fala na possibilidade de crime ambiental, mas escusa-se naturalmente a estabelecer qualquer relação entre o surto e a mudança da lei. É mais fácil pensar que se trata de negligência por parte de unidade fabril e que a relação entre o surto e a mudança na lei não passa de uma infeliz coincidência.
Um coincidência que ocorre no final do mandato de um Governo que sempre relegou os interesses dos cidadãos para segundo plano. E a que questão que se impõe é a seguinte: por que razão faria diferente com a saúde pública? As ideologias, como se vê, também fazem mal.

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