sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Críticas do FMI


O FMI - aquela entidade que umas vezes diz que a austeridade é contraproducente, mas não recusa-se a agir em conformidade - acusa o Governo de já não se esforçar, sobretudo agora que o resgate chegou ao fim.
Não é verdade, o FMI é pobre e mal agradecido. Senão vejamos: o Executivo de Passos Coelho e Paulo Portas fizeram um trabalho extraordinário no que diz respeito ao empobrecimento e desvalorização do país. Estado Social, desvalorização do trabalho e venda dos principais activos do país foram tarefas levadas a cabo, de forma exímia, pelo Governo.
Dito por outras palavras: a cartilha partilhada por uns e por outros foi levada à letra e o trabalho está feito. As transformações estão feitas. O país é mais pobre e sem futuro.
Desta feita,não se compreende a falta de gratidão daqueles senhores do FMI que tantas vezes parecem padecer de uma doença mental (umas vezes a austeridade é boa, noutras não). E agora por uns míseros pontos percentuais da meta do défice o FMI ataca quem tudo fez para cumprir a cartilha que advogam. Não é justo para o Governo que quer ser reeleito e que para isso colocou de lado a história "que se lixem as eleições". Paralelamente, estas acusações do FMI revelam falta de visão estratégica: se o Governo for reeleito haverá mais quatro anos para consolidar as transformações sociais. É sempre possível empobrecer mais e resta ainda qualquer coisa para vender. Mas a posição do FMI revela essencialmente ingratidão perante aqueles que tanto fizeram para empobrecer o país. Não se faz.

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