quinta-feira, 24 de julho de 2014

Guiné Equatorial na CPLP

A CPLP conta agora com mais um membro: a Guiné Equatorial. Aquele país corrupto, liderado por um ditador que chegou ao poder através de um golpe de Estado sem misericórdias. A História deste país é conhecida: Teodoro Obiang - é assim que o senhor se chama - chafurda no luxo resultado dos vastos recursos do país, enquanto 80 por cento dos seus cidadãos vivem na mais abjecta miséria. Este é um dos países mais ricos da África subsariana.

A Guiné Equatorial aderiu à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Na sua maioria não falam português (excepção de algumas regiões onde se falam línguas crioulas e que, com algum esforço, se encontrará algum resíduo da língua portuguesa). Detalhes sem importância. A Guiné Equatorial está nos antípodas do que é a democracia. Não interessa. Detalhes sem importância. A Guiné Equatorial desrespeita visceralmente os direitos humanos. Mais uma vez meros detalhes. Não sejamos picuinhas. Obiang, o líder daquele país, vai investir no Banif com o beneplácito de Luís Amado - agora no Banif, outrora detentor da pasta dos Negócios Estrangeiros. Detalhes sem importância? Coincidências, meras coincidências.
Rui Machete, o actual detentor da pasta dos Negócios Estrangeiros, afirmou que "Portugal se sente à vontade com esta decisão." Pois claro que se sente.

Noutros tempos, as relações com líderes políticos pouco amigos do conceito de democracia fazia a comunicação vibrar. José Sócrates que o diga. Hoje as coisas são substancialmente diferentes. Outros tempos, outras vontades, outras cores políticas, a mesma comunicação social, o mesmo país inerte, alheado de quase tudo que se passa em seu redor.

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