terça-feira, 10 de junho de 2014

Dia de Portugal


As comemorações do dia de Portugal ficaram indelevelmente marcadas pela indisposição do Presidente da República. Os discursos não ficarão na memória, apenas o desmaio, indisposição ou reacção vagal.
Subsequentemente, a liberdade de imprensa foi condicionada com seguranças a ordenarem a fotógrafos que apagassem as fotografias que retratavam o momento, afastando os jornalistas de um local de visibilidade. O mal-estar não era exclusivo do Presidente.
Do outro lado, manifestantes procuravam fazer ouvir as suas vozes. Alguns jornalistas encetaram tentativas de relacionar os protestos com a indisposição do Presidente, referindo incessantemente que os manifestantes mantiveram-se activos mesmo depois da indisposição do Presidente, aparentemente indiferentes à já referida indisposição. De seguida pede-se respeito pelos militares e por Portugal. Manifestantes são identificados e militares com cães deslocam-se para junto dos manifestantes. O mal-estar não era exclusivo do Presidente.
As imagens do Dia de Portugal são o retrato de um país doente, cujos principais protagonistas são os principais responsáveis por uma democracia enfraquecida e por um país sem futuro.

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