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Clarificação

Embora em pollítica também existam surpresas, é muito provável que António Costa seja o candidato do PS a primeiro-ministro. Nesse sentido, importa que o putativo candidato clarifique as suas posições. O que tem sido feito até aqui é manifestamente escasso, são apenas umas linhas gerais insuficientes para Costa se destacar e se diferenciar de António José Seguro.
Em bom rigor, a dita clarificação até pode não ser decisiva para a vitória de Costa. A personalidade, o carisma e o facto de não ser António José Seguro podem de facto ser suficientes. Ainda assim, espera-se mais de alguém que se propõe chegar ao cargo de primeiro-ministro. O que pensa Costa por exemplo do facto do fundo de resgate se manter em Portugal até 2045? O que pensa Costa da dívida, considera que a mesma é pagável? O que pensa Costa do tratado orçamental? Para além das já referidas linhas gerais? Tem alternativas? É capaz de encontrar essas alternativas? Terá a audácia de as aplicar?
Por alturas em que a política está relegada, a par de tudo o resto, para segundo plano, compreende-se até certo ponto que Costa não faça uma clarificação aprofundada, mas também é facto que daqui até finais de Setembro é um instante e essa clarificação urge.

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