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Eleições Europeias

Aproxima-se novo período eleitoral, desta feita eleições europeias. Os partidos movimentam-se no sentido de conseguir votos, num período eleitoral habitualmente marcado por elevadas taxas de abstenção. É muito provável que estas eleições voltem a ser marcadas pelas referidas taxas de abstenção.
Desde logo, o afastamento entre instituições europeias e cidadãos retira sentido às eleições; por outro lado, a percepção de que o Parlamento Europeu não tem poderes e que quem de facto dita as regras é o Conselho Europeu; a complexidade de funcionamento da UE será outro elemento que afasta os cidadãos deste período eleitoral; internamente, os partidos trocam acusações e não discutem a Europa, de resto, o afastamento entre cidadãos e políticos, de um modo genérico, também se verifica no caso das eleições europeias.
Assim, o período eleitoral que se avizinha pouco sentido fará para uma boa parte dos cidadãos. Outras razões justificam estas e outras elevadas taxas de abstenção, sendo a indolência talvez a mais evidente, mas as referidas em epígrafe, creio, ajudam a explicar melhor o fenómeno que se acentua nas eleições de natureza europeia.
No entanto, e apesar dos condicionalismos já referidos, o voto é essencial. Não haverá mudança sem ele. O descontentamento por si só nada resolve.

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