terça-feira, 13 de maio de 2014

Alternativas

Em pleno período eleitoral, registam-se dois factos marcantes, não só neste período eleitoral propriamente dito, como noutros períodos eleitorais, como é o caso das eleições legislativas: dois/três partidos contam com as atenções da comunicação social; entre esses partidos as alternativas padecem de uma exiguidade exasperante.
Com efeito, entre PSD, CDS e PS – no plano das políticas europeias e não só – não se vislumbram ideias dissemelhantes. E os líderes partidários, à semelhança dos cabeça de lista de cada partido, nem se esforçam para provar o contrário. PSD e CDS encontram-se, no essencial, em sintonia; PS acaba por titubear sempre que procura demonstrar que tem, algures no seu ideário, alguma coisa remotamente semelhante a uma alternativa.
O melhor exemplo da sintonia que reina entre estes três partidos é a questão do tratado orçamental.
A comunicação social continuará a discutir tudo menos a Europa, ao mesmo tempo que finge a existência de apenas três partidos – os partidos cujo discurso se tornou paradoxalmente confortável.


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