quarta-feira, 23 de abril de 2014

25 de Abril


São quarenta anos. O 25 de Abril de 1974 abriu as portas à liberdade, ao desenvolvimento, à consolidação do Estado Social, às promessas de um futuro mais justo e digno. O 25 de Abril abriu as portas, cumpre-nos entrar e continuar a ambicionar e a lutar pelas promessas de Abril.
Hoje, mais do que nunca nestes quarenta anos, exige-se a continuação do trabalho iniciado com o 25 de Abril. Hoje, apesar dos constrangimentos, das escolhas erradas e da inércia colectiva, ainda é possível o país conhecer maiores níveis de desenvolvimento que depois se consubstanciem na existência de um pais mais justo e digno. É possível.
Todavia, todas as ambições caem por terra se insistirmos na premissa da inevitabilidade: as políticas de empobrecimento são inevitáveis, por muito que esse empobrecimento acabe escamoteado consequência de períodos eleitorais que falam invariavelmente mais alto.
Os últimos anos sob tutela externa e com algum regozijo interno representam um retrocesso também no que diz respeito aos valores associados ao 25 de Abril. As comemorações dos 40 anos do 25 de Abril devem implicar também uma profunda reflexão sobre o presente o futuro do país. Não esqueçamos que com o 25 de Abril surgiu um novo pacto social que está na iminência de ser destruído.

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