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Caixa de pandora

A inexistência de coesão na Ucrânia - facto que se tornou incontornável nos últimos meses - domina a atenção de todos. A região da Crimeia afastou-se da Ucrânia, solicitando a anexação à Rússia, outras regiões da Ucrânia se sucedem. Abriu-se a caixa de Pandora, embora a acção de alguns países europeus, com a Alemanha à cabeça, tenha sido tudo menos inocente.
A instabilidade criada numa região já por si historicamente instável é, no mínimo, um acto de tremenda irresponsabilidade.
Com efeito, da Rússia não se espera muito, desde logo por estar muito longe de ser uma democracia; dos Estados Unidos também não se espera muito, tendo em consideração o seu vasto currículo em matéria de intervenção externa, amiúde à revelia do Direito Internacional. Já no que diz respeito à União Europeia, esperar-se-ia uma posição mais sensata e não aquela de apoio à oposição ao Presidente ucraniano com os resultados que todos conhecemos.
Estados Unidos e Rússia digladiam-se: uns com o objectivo de se aproximarem do leste, outros com o objectivo de manterem o leste sob a sua influência, afastando naturalmente o ocidente. A UE, com a sua habitual política externa desastrosa e ditada pelo eixo franco-alemão, com preponderância da Alemanha age irresponsavelmente. O futuro daquela região é também da responsabilidade da UE, com ou sem sanções, com ou sem reacções que pugnam pela ilegalidade das anexações.

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