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Ainda as obras de Miró

A Direcção-Geral do Património, através da sua directora geral, alega que as obras de Miró sairam ilegalmente do país. Uma providência cautelar procura impedir a venda das obras. A decisão do tribunal será conhecida hoje.
Entretanto, da parte do Governo nem uma palavra. O silêncio é de ouro, sobretudo quando impera a opacidade.
Já por aqui se escreveu que a venda das obras de Miró vinham na sequência de uma exiguidade mental assustadora. Já por aqui se escreveu e já todos percebemos quais as intenções do Governo: um empobrecimento não apenas material, mas também no que toca à educação, ciência e cultura. O que torna tudo muito mais fácil para quem se dedica ao manejo de rebanhos.
Acresce agora a pretensa ilegalidade da própria saída das obras. A pressa também pode ser inimiga da transparência e é precisamente a palavra "transparência" que aparenta ser desconhecida do Governo, mais dado a palavras como "sacrifício", "défice", "resultados animadores em matéria de taxa de desemprego", "despesismo dos outros" e "irrevogável", por exemplo.

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