quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sobre as alternativas


O cenário político-partidário provoca exasperação até aos espíritos mais incautos. A ideia que persiste é a da exiguidade das alternativas. Por um lado, para além das divergências ideológicas (creio que a maior parte dos cidadãos não se revê nas actuais orientações ideológicas), sobra um mal-estar colectivo perante um Governo absolutamente afastado dos cidadãos.
Por outro lado, os partidos da oposição: um Partido Socialista letárgico, sem ideias, que se adapta, que não contraria, que sobrevive, que apenas procura sobreviver. Aliás, PS e PSD fazem lembrar a frase de Guerra Junqueiro referindo-se aos dois partidos monárquicos: "dois partidos iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero". A isto soma-se o apêndice do costume: o CDS.
Os partidos mais à esquerda têm pouca visibilidade, sendo que o seu contributo, sobretudo no que diz respeito precisamente a propostas, é amiúde ignorado pela comunicação social.
O panorama político-partidário não é dramático, é trágico. Sem alternativas credíveis, o país continuará a ser adiado. Sem alternativas não há esperança e a questão que se impõe é precisamente a seguinte: como construir um país sem esperança?

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