quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Histórias

As histórias que se contam sobre os tempos que vivemos; a história que mais tarde se contará sobre os tempos idos e pesarosos.
Muitos de nós já se terão questionado como a história (para além da História) dos nossos dias será contada.
Um governo que se afundou num misto de subserviência e de salvaguarda de interesses dos grandes grupos económicos e financeiros. Um grupo de homens e mulheres que estão na segunda linha do Governo e que seguem caninamente as orientações do Governo apoiantes, quer por razões de interesse (seja emprego, seja perspectivas de emprego ou de negócios), quer por convicção, quer por medo de eventuais consequências que uma actuação diferente daquela que tem sido levada a cabo pelo Executivo possa originar. Colaboracionistas, em Portugal, ao serviço de interesses das instâncias europeias, dominadas, por sua vez, pela Alemanha. Cidadãos activos, combativos e diligentes que lutam contra as injustiças, que acreditam em alternativas à pobreza, à miséria e ao retrocesso. Cidadãos passivos, resinados, acabrunhados, deprimidos, confusos. Uma revolta contida, coarctada pelo medo, fruto da repetição de mentiras até à transformação em dogmas.
Estas são as personagens de uma história cujo desfecho é ainda um mistério. O enredo, esse, todos conhecemos: um país pobre, cada vez mais pobre. Um país na penumbra, apagado.

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