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O Presidente da Comissão

Estou certa que, por cá, Durão Barroso, ex-primeiro ministro e actual Presidente da Comissão Europeia, estará muito longe de ter uma imagem positiva. O abandono extemporâneo do cargo de primeiro-ministro, o desempenho de funções de Presidente da Comissão Europeia - um desempenho marcado pela pusilanimidade - serão elementos necessários para que Durão Barroso não tenha deixado saudades em Portugal.
Por terras italianas, designadamente em Lampedusa, Durão Barroso ainda teve pior sorte. Foi-lhe colocado o epíteto: "assassino". Recorde-se que Lampedusa foi palco de uma tragédia de dimensões incomensuráveis e que a resposta europeia a este problema tem sido invariavelmente anódina.
Por outro lado, o descrédito das instituições europeias espelha-se no rosto dos seus responsáveis. A resposta à crise através de um misto de neoliberalismo e  ordoliberalismo, e o subsequente o aumento das desigualdades e o cerceamento do futuro não permitem que Durão Barroso possa cultivar uma imagem positiva. A Europa anda pelas ruas da amargura, há responsáveis e os cidadãos sabem-no.

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