quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Síria

Obama contou com a aprovação dos líderes do Congresso no sentido de encetar uma acção militar limitada na Síria. Os líderes políticos franceses e ingleses mostram a sua disponibilidade para participarem nessa intervenção. Rússia e China mostram-se contra, dificultando assim uma intervenção no âmbito das Nações Unidas que parece estar fora da equação.
De qualquer modo, a intervenção militar na Síria é uma inevitabilidade, depois de um ataque químico alegadamente desencadeado por forças do regime do Presidente Bashar al-Assad.
Recorde-se que o conflito que mina a Síria há dois anos já custou 100 mil vidas.
A hipotética queda do Presidente Sírio poderá dar lugar à subida ao poder de grupos, dominantes entre os rebeldes, que se reúnem em torno do fundamentalismo religioso, colocando novas dúvidas quanto a qualquer eficácia de uma intervenção militar externa.
Por outro lado, a região é conhecida pela sua constante instabilidade. Países como o Irão, o Líbano, a Jordânia e Israel não podem ficar arredados da discussão.
O ataque químico que está a dar origem a esta mais do que provável intervenção externa representou para países como os EUA o ultrapassar de uma linha. Todavia, importa não esquecer as consequências dessa intervenção, a par de garantias de que terá sido apenas o regime de al-Assad a perpetrar o ataque.

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