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O ataque de Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho, numa altura em que se verifica a confluência da passividade habitual com a inércia sazonal, aproveitou para exercer nova pressão sobre o Tribunal Constitucional.
Entre várias pérolas, destaca-se a questão colocada pelo primeiro-ministro sobre o que é que o referido tribunal já terá feito pelos 900 mil desempregados, quando a pergunta que se impõe prende-se com o que Passos Coelho terá feito para engrossar os números do desemprego.
De um modo geral, e entre ameaças veladas (as medidas escolhidas para substituir aquelas chumbadas pelo TC serão ainda mais nefastas), o primeiro-ministro revela um desrespeito gritante por um órgão de soberania, revelador, por sua vez, não só da sua mediocridade, da sua pequenez, mas também do seu autoritarismo cada vez menos latente.
O Presidente da República - o mesmo que jurou defender a Constituição da República - refugia-se no silêncio dos pusilânimes.
Os cidadãos, esses, insistem em perder mais tempo a discutir o pormenor da vida privada de uma "celebridade" ou o resultado de um jogo de futebol do que a manifestarem qualquer preocupação com as afrontas de um primeiro-ministro à constituição do seu país.  A Constituição e o TC são as únicas barreiras que têm inviabilizado a transformação de Portugal num feudo. Não admira pois que se tenham transformado em alvos a abater.

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