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País da inconsequência


Portugal é indiscutivelmente o país da inconsequência. Se dúvidas existem, veja-se o caso do actual Governo. Enquanto o país anda a banhos, ministros e secretários de Estado, apesar de tantas dissimulações, mostram ser desprovidos de qualquer idoneidade para desempenhar os cargos que exercem.
Primeiro terá sido a ministra das Finanças, a mulher que não mente, uma secretária de Estado desgastada que é subitamente e inexplicavelmente promovida a ministra. Depois o secretário de Estado Pais Jorge, possuidor de uma memória anódina, que terá encetado esforços no sentido de incentivar o Governo de José Sócrates a esconder dívida. Rui Machete, actual ministro dos Negócios Estrangeiros e Franquelim Alves, ex-secretário de Estado deste Governo fizeram as suas passagens pelo BPN/SLN.
Consequências? Nenhumas, como é habitual.
Entretanto, depois de contratos de alto risco ruinosos, depois do crime do BPN, e depois ainda de vermos a desfaçatez destes senhores, é notícia a intenção do Governo de aplicar cortes em pensões a partir dos 600 euros. A inconsequência tem destas coisas.

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