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Na periferia da Europa, nada de novo

Em ano de eleições, Angela Merkel insiste na tese de tudo está a correr bem, sobretudo nos países alvo de intervenção. De certa forma, Merkel tem razão. Senão, vejamos: A Irlanda, apesar da recessão, continua a seguir a receita da troika, com maior ou menor fervor; a Grécia, apesar do enfraquecimento político do primeiro-ministro Samaras consequência da saída de um partido da coligação, vai-se afundando na miséria, mas insiste na mesma receita; as economias espanhola, italiana e até a francesa já conheceram melhores dias, mas finge-se que com a tal austeridade tudo se resolve; e, finalmente, Portugal que fugiu das eleições como o Diabo da cruz e cujo Presidente preferiu manter um governo a cheirar a podre. Na periferia da Europa faz-se troça da democracia; na periferia da Europa, nada de novo.

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