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A escolha do PS

O Partido Socialista foi encostado à parede pelo Presidente da República, entretanto mais entretido com cagarras.  O PSD procura fazer o mesmo ao PS: encostar os socialista à solução proposta pelo Presidente da República.
Neste momento, parece-me que são poucos os que procuram compreender estas guerras intestinas. Creio que a maior parte dos cidadãos já não tem tolerância para o que se está a passar. Tudo, em nome de uma pretensa salvação nacional; tudo em nome de uma pretensa estabilidade que não pode passar por eleições.
O Partido Socialista se alinhar com PSD e CDS, aceitando o repto do homem das cagarras, fragiliza as suas bases de apoio, desvirtua o seu alinhamento ideológico, por muito deturpado que este tenha vindo a ser e, à semelhança do que foi dito por Mário Soares, cria uma cisão no partido. O PS se alinhar com os cadáveres políticos Paulo Portas e Pedro Passos Coelho compromete as suas ambições eleitorais.
O Partido Socialista, em nome do que resta da sua ideologia e em nome da coerência, não pode alinhar com CDS e PSD, se o fizer, Seguro passará a fazer companhia aos cadáveres políticos Paulo Portas (este talvez ainda consiga rescuscitar, até porque também há milagres na política) e Pedro Passos Coelho.

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