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Recuo atrás de recuo

A notícia do dia já não causa espanto: a economia portuguesa recuou 4 por cento no primeiro trimestre deste ano face ao ano passado. No fundo, não se trata de nada de novo, na precisa medida em que esse recuo se reflecte noutros bem conhecidos de todos nós, com o recuo do emprego no topo da lista.
Por outro lado, o líder do principal partido da oposição  é convidado para Bilderberg, aceita, e vai em boa companhia - com Paulo Portas. Um recuo? Não exactamente, dir-se-á antes que se trata de uma clarificação.
Por falar em recuos, não esquecer o estudo da famigerada Fundação Francisco Manuel dos Santos, estudo encabeçado pelo ex-ministro da Economia, Augusto Mateus. Este estudo indica que se desbarataram fundos comunitários, apostando sobretudo no betão. Trata-se de um recuo que também não é novidade. Facto curioso já referido: Augusto Mateus foi ministro da economia do XIII Governo Constitucional, cujo primeiro-ministro foi António Guterres.
De recuo em recuo, o país vai fazendo o seu caminho perante a letargia (aparente?) da generalidade dos Portugueses.

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