segunda-feira, 6 de maio de 2013

O que dizer de mais austeridade?

O primeiro-ministro voltou a brindar o país com mais medidas de austeridade, visando novamente funcionários públicos e pensionistas. Todo o discurso de Pedro Passos Coelho voltou a assentar na divisão. A ideia é invariavelmente a mesma: tentativa de aproximar público do privado; tentativa de uniformizar; tentativa de aproximar um sistema a outro. Aparentemente são medidas de justiça.
O anterior primeiro-ministro e outros antes dele utilizaram o mesmo recurso: dividir para reinar, passando a mensagem que deste modo se acabará com as injustiças.
De qualquer forma, o primeiro-ministro limitou-se a fazer o mesmo de sempre: anunciar mais austeridade, isto não obstante os maus resultados até hoje obtidos; não obstante todos os casos de insucesso. Com efeito, já não há muito mais a dizer sobre uma política que tem destruído o país e nada mais.
O parceiro de coligação, Paulo Portas, critica as medidas que atingem os reformados e pensionistas e encontrou uma frase que contém em si a palavra "grisalho" para descrever políticas negras. Paulo Portas não se  pode dar ao luxo de desiludir ainda mais o seu eleitorado.
O que dizer de mais austeridade? Não mais do que aquilo que já se sabe: este Governo está empenhado em fragilizar todas as funções do Estado; este Governo está comprometido com o empobrecimento; este Governo está comprometido com o sector financeiro, as grandes empresas e com os interesses do núcleo duro de Bruxelas.

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