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Rumo ao desastre

Depois da reunião do Governo com o Partido Socialista, e depois de ser evidente que se tratava de uma mera encenação levada a cabo por Pedro Passos Coelho, o grau de isolamento do Governo também se torna cada vez mais acentuado.
A política de austeridade, deitada por terra depois de ser ter posto em causa o próprio fundamento económico que justificava as doses cavalares de um remédio fatal, leva os países ao desastre económico e social. Já todos perceberam isso, menos Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar e os seus acólitos.
Dir-se-á que não há alternativa, que há um memorando (o inicial? qual exactamente?) e que é necessário  ser-se responsável. Dir-se-á que temos de fazer tudo o que os nossos credores entenderem necessário.
Ora, toda esta argumentação cai por terra quando a realidade nos bate à porta; toda esta argumentação se torna falaciosa quando o Governo jura querer ir mais longe e, claro está, nada fará para negociar condições mais favoráveis.
Caminha-se rumo ao desastre. O Governo está cada vez mais isolado e, no entanto, consegue a proeza de levar mais de dez milhões para o abismo, com o claro beneplácito do Presidente da República.

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