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Mais um ano

A troika deu mais um ano para Portugal cumprir o défice,  para que este fique abaixo dos três por cento. Terá sido este um dos resultados da sétima avaliação. Fica ainda por saber que novas medidas de austeridade serão "sugeridas".
O primeiro-ministro e o ministro das Finanças sempre se mostraram apologistas do cumprimento integral do memorando, custe o que custar. sem recurso a quaisquer tentativas de negociação, sobretudo no que diz respeito aos prazos.
Esta concessão da troika mais não é do que o reconhecimento dos erros implícitos à receita da própria troika e do Governo português que tem insistido na tese do cumprimento integral do entendimento, cumprimento esse que excita alguns membros do Governo.
Assim, os comentadores habituais regozijam perante esta benesse da troika, ignorando que a receita está errada, mais que não seja pelas consequências que recaem sobre o país e sobre uma grande parte dos Portugueses.
A receita está errada, mas a teimosia ideológica de alguns não permitem que se chegue a tal conclusão. A História está pejada de acontecimentos trágicos resultado directo de uma ou de outra forma de cegueira ideológica.

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