quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Transparência

Transparência. Alguns desconhecem o seu significado, outros desvalorizam-na. O certo é que a transparência não abunda por estas terras. O caso da nomeação de Franquelim Alves para o cargo de secretário de Estado, depois de uma passagem pouco recomendável pelo BPN é mais uma caso em que se verifica o menosprezo pela transparência, a começar desde logo pelo curriculum da pessoa em causa e das ocultações verificadas.
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, procurou defender a força da sua nomeação. Referiu a existência de uma carta - assinada pelo agora secretário de Estado - que dava conta das irregularidades verificadas no BPN. Ora, vários deputados da oposição acusaram o ministro precisamente de ocultar a verdade. No meio de tanta opacidade, esses mesmos deputados referem que a carta não está assinada pelo recém empossado secretário de Estado e que a mesma contradiz declarações de Franquelim Alves.
Não se trata de um caso único ensombrado pela opacidade. A história política do país, em particular nos últimos anos, tem sido marcada por casos atrás de casos em que se verifica, invariavelmente, um desprezo pela transparência. E no caso deste Governo verifica-se o tal desprezo pela transparência, indissociável da consolidação da própria democracia, a par de uma acentuada desconsideração pelos cidadãos.

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