Avançar para o conteúdo principal

Nomeação polémica

Nem o oráculo de domingo deixou passar a mais recente nomeação do Governo, indissociável do famigerado e oneroso caso BPN. Marcelo Rebelo de Sousa crítica a escolha de Passos Coelho, afirmando que o primeiro-ministro fez mal em escolher Franquelim Alves, antigo Administrador do Grupo SLN, e que devia ter escolhido alguém que "não levantasse o fantasma do BPN".
As vozes críticas são transversais a todos os partidos políticos. Até no CDS - parceiro de coligação - há dificuldades em esconder o desconforto desta nomeação.
Passos Coelho e o ministro da Economia mostram-se pouco interessados nas críticas, até porque o à-vontade destes senhores parece ilimitado.
O caso BPN, para além de ser um caso de justiça, onerou de forma inaudita o bolso dos Portugueses, contribuindo para o desequilíbrio das contas públicas. No caso BPN percebeu-se quais as prioridades de quem nos governa e as ramificações que o BPN tem a alguns partidos políticos, designadamente ao PSD.
Qualquer político procuraria distanciar-se de tudo o que está relacionado com o escândalo do BPN. Pedro Passos Coelho e os seus acólitos parece serem, desse ponto de vista, diferentes. Talvez seja o tal à-vontade a criar a percepção que Passos Coelho e os seu séquito tudo podem. Estão enganados e a realidade que ele tanto abominam encarregar-se-á de mostrar que estão, de facto, errados

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Odeio uma miúda de 16 anos, e agora?

É digno de registo verificar a quantidade de gente que odeia - o termo é mesmo o mais indicado - uma jovem de 16 anos, de seu nome Greta Thunberg, que tem andado por aí a lutar para que se responda à emergência climática. Se a forma escolhida pela jovem é a mais eficiente, é outra questão, mas mesmo que não o seja, nada justifica a torrente de ódio que por aí grassa. É também caso para se lançar um apelo a quem não só odeia Greta, como não se coíbe de andar pelas redes sociais a destilar esse ódio: façam uma introspecção. Procurem a origem desse ódio: é por se tratar de uma jovem? É por ser uma rapariga? É por ter mais massa cinzenta? É por ter coragem? Coisa que o frustrado de telemóvel na mão é incapaz de compreender, quanto mais e alcançar. Ou é pelo facto de ser uma jovem de uns meros 16 anos a falar a verdade que tanto custa ouvir? Será porque essa verdade, quando aceite, obriga a mudanças radicais? Ou será que a causa é bem mais singela? O ódio a si próprio. Coloquem a questão so…

Não há planeta para a globalização

No seu livro "Down to Earth" Bruno Latour afirma, sem margem para equívocos, que não existe planeta para a globalização, estabelecendo uma relação entre as desigualdades, a desregulação e as questões ambientais num contexto de morte da solidariedade dos mais ricos em relação a todos os outros. De resto, num planeta sem espaço para todos, qual o sentido da solidariedade e num cenário em que não existe um futuro comum qual a razão dessa solidariedade, quando o que interessa é sobreviver?  Latour refere a Cimeira de Paris, em 2015, como ponto de viragem. Nessa cimeira, as várias lideranças políticas ter-se-ão apercebido de que modernidade com quem sempre sonharam não passará de um mero sonho. Não há planeta para a globalização.  O filósofo, antropólogo e sociólogo defende a necessidade de repensarmos conceitos como a modernidade, as fronteiras, o global e o local, referindo igualmente a necessidade de se dar início a novos planos para habitar a terra. Este e outros pontos de parti…