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Desemprego

Os números divulgados ontem dão conta de uma situação insustentável para milhares de famílias e de cidadãos. Os 16,9 por cento de taxa de desemprego estão ainda assim longe de mostrar toda a realidade. De qualquer modo, é quase um milhão de pessoas que se encontra sem emprego, sendo que a maior parte já não conta com o subsídio de desemprego.
Ora, a situação torna-se mais gravosa quando o mercado de trabalho está revestido de uma exiguidade sem precedentes. Quem cai numa situação de desemprego dificilmente voltará a sair da mesma, no breve e no médio prazo. Por outro lado, quem é desempregado de longa duração sabe que o tempo conta a seu desfavor, inviabilizando o regresso ao mercado de trabalho - ou ao que resta dele.
O primeiro-ministro reagiu sem surpresa aos números do desemprego, referindo que esses números encontram-se na margem prevista pelo Governo. Ainda se espera uma aumento do número de desempregados. Não se esperaria outra coisa do primeiro-ministro.
O desemprego é consequência directa do enfraquecimento da economia resultado das políticas tão ferozmente seguidas pelo Executivo de Passos Coelho. A destruição da economia, em nome do défice, tem custos, esses custos consubstanciam-se nos rostos de quase um milhão de desempregados. Espera-se que esses desempregados não se esqueçam do próximo dia 2 de Março, sendo certo que já não há nada a perder.

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