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Uma forma de governar

As restrições à cobertura jornalística de um congresso promovido pelo PSD para se discutir o Estado e as suas funções representam uma forma de estar na vida política que pouco se coaduna com os princípios democráticos.
Essa forma de se estar na vida política é indissociável de uma forma de governar que merece ser discutida.
Ora, esta forma de governar não contempla a importância da reeleição, sobretudo porque essa reeleição já há muito que entrou no campo das impossibilidades. O objectivo nem tão-pouco é esse. A grande missão destes senhores é empreender mudanças estruturais nas relações laborais, apostando severamente na desvalorização salarial, enquanto abre sectores da economia portuguesa e insiste na mudança, também esta estrutural, do funcionamento do Estado, em particular das funções do Estado Social.
Estes são os objectivos. O resto, a democracia (respeitada dentro dos limites do que possível a estes arautos da visão mais liberal da economia) não lhes é cara; o sofrimento dos cidadãos pouco lhes interessa; os limites à legitimidade que tanto apregoam nunca é chamada à colação.
Os objectivos são claros e estes senhores tudo farão para que esses objectivos não fiquem por cumprir. Custe o que custar. A passividade dos cidadãos é terreno fértil para esta forma de governar.

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