Avançar para o conteúdo principal

Insolvências

Este ano, as insolvências em Portugal aumentaram mais de sessenta por cento comparativamente com o ano passado. Famílias e empresas que não conseguiram sobreviver a 2012. As que conseguiram sobreviveram terão dificuldades em repetir a proeza no ano que se avizinha.
A receita do Governo mata a economia. As grandes empresas, graças a expedientes como isenções fiscais e apoios do Estado, não entram nesta negra equação, assim como a banca. O Estado serve para a sua protecção. O aumento da carga fiscal associado a à quebra exponencial do poder de compra não permitem que muitas empresas de pequena e média dimensão consigam sobreviver. A falência de muitas famílias é indissociável da falência dessas pequenas e médias empresas.
A receita do Governo falha sob todos os pontos de vista. Porém, os ventos de mudança não se sentem e a julgar pelas palavras de mais um oráculo adorado pela comunicação social - Marques Mendes - nada de mal acontecerá ao Governo durante o ano que se avizinha. Que Deus nos livre que acontecesse uma desgraça dessa natureza. Contentem-se com uma remodelação. E já vão com sorte.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Odeio uma miúda de 16 anos, e agora?

É digno de registo verificar a quantidade de gente que odeia - o termo é mesmo o mais indicado - uma jovem de 16 anos, de seu nome Greta Thunberg, que tem andado por aí a lutar para que se responda à emergência climática. Se a forma escolhida pela jovem é a mais eficiente, é outra questão, mas mesmo que não o seja, nada justifica a torrente de ódio que por aí grassa. É também caso para se lançar um apelo a quem não só odeia Greta, como não se coíbe de andar pelas redes sociais a destilar esse ódio: façam uma introspecção. Procurem a origem desse ódio: é por se tratar de uma jovem? É por ser uma rapariga? É por ter mais massa cinzenta? É por ter coragem? Coisa que o frustrado de telemóvel na mão é incapaz de compreender, quanto mais e alcançar. Ou é pelo facto de ser uma jovem de uns meros 16 anos a falar a verdade que tanto custa ouvir? Será porque essa verdade, quando aceite, obriga a mudanças radicais? Ou será que a causa é bem mais singela? O ódio a si próprio. Coloquem a questão so…

Não há planeta para a globalização

No seu livro "Down to Earth" Bruno Latour afirma, sem margem para equívocos, que não existe planeta para a globalização, estabelecendo uma relação entre as desigualdades, a desregulação e as questões ambientais num contexto de morte da solidariedade dos mais ricos em relação a todos os outros. De resto, num planeta sem espaço para todos, qual o sentido da solidariedade e num cenário em que não existe um futuro comum qual a razão dessa solidariedade, quando o que interessa é sobreviver?  Latour refere a Cimeira de Paris, em 2015, como ponto de viragem. Nessa cimeira, as várias lideranças políticas ter-se-ão apercebido de que modernidade com quem sempre sonharam não passará de um mero sonho. Não há planeta para a globalização.  O filósofo, antropólogo e sociólogo defende a necessidade de repensarmos conceitos como a modernidade, as fronteiras, o global e o local, referindo igualmente a necessidade de se dar início a novos planos para habitar a terra. Este e outros pontos de parti…