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Ainda o 14 de Novembro

Depois dos episódios de violência junto à Assembleia da República e que se espalharam por várias zonas de Lisboa, ainda há quem esteja a ser chamado ao DIAP por suspeitas de ter desencadeado os incidentes.
Quanto à actuação da polícia, tudo parece ter corrido pelo melhor, com o primeiro-ministro, líder do maior partido da oposição e Presidente da República a corroborarem essa tese.
Esta semana soube-se que uma activista foi constituída arguida por suspeita de ter arremessado pedras. A pessoa em questão aparece em alegadas imagens da manifestação munida de pedras, ou será de uma mera máquina fotográfica?
O dia 14 de Novembro ficou marcado não só pelo descontentamento, pela greve geral, pelos incidentes, bem como pela actuação desproporcionada da polícia e da forma torpe como se atropela os direitos dos cidadãos.
O dia 14 de Novembro representou mais uma machadada na democracia, e incrivelmente continua a fustigar o sistema democrático, isto perante a passividade de um país à deriva, sujeito à arrogância recrudescente do Governo, às negociatas escandalosas e à austeridade que redunda apenas em miséria.

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