Avançar para o conteúdo principal

Congresso Democrático das Alternativas

O Congresso Democrático das Alternativas que teve lugar na Aula Magna da Universidade de Lisboa no passado dia 5 de Outubro reuniu um conjunto de cidadãos para a discussão de alternativas à austeridade, abordando-se a questão da denúncia do memorando.
De um modo geral, a discussão foi profícua. Sublinhou-se a necessidade das esquerdas se unirem para romper com a questão da inevitabilidade que convence cada vez menos.
A julgar pela votação, existiu naquele espaço um consenso em torno da denúncia deste memorando de entendimento que mais não tem feito do que empobrecer o país. Exige-se um novo caminho que passe por uma nova negociação. Também terá ficado claro que essas negociações deverão ter lugar no seio da UE, num enquadramento comunitário. A eventual saída do euro não deve, nem pode ser descartada, mas não é um desejo, pelo menos da maioria dos que compareceram no dia 5 ao Congresso das Alternativas Democráticas.
Espera-se que iniciativa não se fique apenas pelo dia 5 e que haja continuidade.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Odeio uma miúda de 16 anos, e agora?

É digno de registo verificar a quantidade de gente que odeia - o termo é mesmo o mais indicado - uma jovem de 16 anos, de seu nome Greta Thunberg, que tem andado por aí a lutar para que se responda à emergência climática. Se a forma escolhida pela jovem é a mais eficiente, é outra questão, mas mesmo que não o seja, nada justifica a torrente de ódio que por aí grassa. É também caso para se lançar um apelo a quem não só odeia Greta, como não se coíbe de andar pelas redes sociais a destilar esse ódio: façam uma introspecção. Procurem a origem desse ódio: é por se tratar de uma jovem? É por ser uma rapariga? É por ter mais massa cinzenta? É por ter coragem? Coisa que o frustrado de telemóvel na mão é incapaz de compreender, quanto mais e alcançar. Ou é pelo facto de ser uma jovem de uns meros 16 anos a falar a verdade que tanto custa ouvir? Será porque essa verdade, quando aceite, obriga a mudanças radicais? Ou será que a causa é bem mais singela? O ódio a si próprio. Coloquem a questão so…

Não há planeta para a globalização

No seu livro "Down to Earth" Bruno Latour afirma, sem margem para equívocos, que não existe planeta para a globalização, estabelecendo uma relação entre as desigualdades, a desregulação e as questões ambientais num contexto de morte da solidariedade dos mais ricos em relação a todos os outros. De resto, num planeta sem espaço para todos, qual o sentido da solidariedade e num cenário em que não existe um futuro comum qual a razão dessa solidariedade, quando o que interessa é sobreviver?  Latour refere a Cimeira de Paris, em 2015, como ponto de viragem. Nessa cimeira, as várias lideranças políticas ter-se-ão apercebido de que modernidade com quem sempre sonharam não passará de um mero sonho. Não há planeta para a globalização.  O filósofo, antropólogo e sociólogo defende a necessidade de repensarmos conceitos como a modernidade, as fronteiras, o global e o local, referindo igualmente a necessidade de se dar início a novos planos para habitar a terra. Este e outros pontos de parti…