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Orgulho e patriotismo

Paulo Portas, líder do CDS-PP e parceiro da coligação justificou a sua aceitação relativamente à TSU com o patriotismo. Com aquela postura de Estado, lá afirmou que não concorda, mas não teve outro remédio que não passasse por essa aceitação, em nome do interesse nacional.
Agora, Paulo Portas diz estar muito orgulhoso com a postura dos Portugueses na forma de lidar com a crise. A afirmação foi feita na Alemanha.
Este orgulho de Portas contrasta seguramente com os sentimentos antagónicos de muitos Portugueses que não encontram um único motivo de orgulho neste Governo.
Portas dá particular ênfase ao interesse nacional, não esquecendo, claro está, os elogios a um povo que, na óptica destes senhores, suporta tudo. Quanto ao orgulho, não sei o que Portas pensará da manifestação do último sábado. No que diz respeito ao interesse nacional, também não há muito a dizer. Podemos falar de interesses, mas poucos ou nenhuns serão nacionais. O que subsiste são dúvidas relativamente uma dívida que tem muito que se lhe diga e a recusa irredutível em se renegociar seja o que for, entregando o país ao mais abjecto sofrimento em nome de interesses que não se coadunam com o interesse nacional.

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