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Ainda os ecos da manifestação

No último sábado, em várias cidades do país, milhares de pessoas saíram à rua. O descontentamento que se terá agudizado após o anúncio de novas medidas de austeridade ocupou um número considerável de cidades.
É evidente que se tratou de um sinal para quem governa, mas não será decisiva para uma queda do Governo, até porque essas jogadas são de bastidores, longe dos cidadãos. Já lá vai o tempo que por muito menos, um Presidente da República decidiu pôr um ponto final numa legislatura. Agora os tempos são outros assim como os intervenientes.
De qualquer modo, a manifestação de sábado passou a mensagem de que são cada vez mais os descontentes com as doses cavalares de austeridade, com a incompetência e com os tais intervenientes.
Infelizmente, insiste-se em passar a mensagem de que não há alternativa. Paulo Portas fez questão de o afirmar, coadjuvado pelos comentadores do costume. O peso na inevitabilidade, o patriotismo, a responsabilidade e o sentido de Estado são argumentos pouco rebatidos. Não há alternativa, dizem uns; são todos iguais, acrescentam outros. Unidos numa manifestação para expressar o seu descontentamento, perdidos (uma boa parte) no rumo a dar ao país.

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