Avançar para o conteúdo principal

Alternativas

No dia 5 de Outubro de 2012, o último em que é comemorada a data histórica com um feriado, o Congresso Democrático das Alternativas que reúne várias figuras de esquerda, umas com ligações mais fortes com partidos políticos do que outras, mas todas subscritoras de alternativas ao caminho de sentido único que tem sido seguido.
É determinante que aqueles que se opõe ao caminho de sentido único - à ditadura da inevitabilidade - unam esforços com o objectivo de procurar alternativas, discutir soluções, unir esforços para quebrar com um silêncio pretensamente conciliador que mais não é do que mais um sinal da resignação colectiva.
A denúncia do memorando da Troika e a renegociação da dívida estarão no centro da discussão e são matérias que devem ser discutidas num contexto de abertura e com a participação da sociedade portuguesa. A saída de Portugal do Euro acabará também por estar no centro das discussões.
O país sufoca nas dificuldades e na pretensa necessidade de consensos. A discussão de alternativas não tem lugar na comunicação social; os partidos mostram-se incapazes de pensar soluções. O Congresso Democrático das Alternativas reveste-se assim de um peso acrescido.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Odeio uma miúda de 16 anos, e agora?

É digno de registo verificar a quantidade de gente que odeia - o termo é mesmo o mais indicado - uma jovem de 16 anos, de seu nome Greta Thunberg, que tem andado por aí a lutar para que se responda à emergência climática. Se a forma escolhida pela jovem é a mais eficiente, é outra questão, mas mesmo que não o seja, nada justifica a torrente de ódio que por aí grassa. É também caso para se lançar um apelo a quem não só odeia Greta, como não se coíbe de andar pelas redes sociais a destilar esse ódio: façam uma introspecção. Procurem a origem desse ódio: é por se tratar de uma jovem? É por ser uma rapariga? É por ter mais massa cinzenta? É por ter coragem? Coisa que o frustrado de telemóvel na mão é incapaz de compreender, quanto mais e alcançar. Ou é pelo facto de ser uma jovem de uns meros 16 anos a falar a verdade que tanto custa ouvir? Será porque essa verdade, quando aceite, obriga a mudanças radicais? Ou será que a causa é bem mais singela? O ódio a si próprio. Coloquem a questão so…

Não há planeta para a globalização

No seu livro "Down to Earth" Bruno Latour afirma, sem margem para equívocos, que não existe planeta para a globalização, estabelecendo uma relação entre as desigualdades, a desregulação e as questões ambientais num contexto de morte da solidariedade dos mais ricos em relação a todos os outros. De resto, num planeta sem espaço para todos, qual o sentido da solidariedade e num cenário em que não existe um futuro comum qual a razão dessa solidariedade, quando o que interessa é sobreviver?  Latour refere a Cimeira de Paris, em 2015, como ponto de viragem. Nessa cimeira, as várias lideranças políticas ter-se-ão apercebido de que modernidade com quem sempre sonharam não passará de um mero sonho. Não há planeta para a globalização.  O filósofo, antropólogo e sociólogo defende a necessidade de repensarmos conceitos como a modernidade, as fronteiras, o global e o local, referindo igualmente a necessidade de se dar início a novos planos para habitar a terra. Este e outros pontos de parti…