Se as diferenças entre o actual primeiro-ministro, António Costa, e o anterior, Pedro Passos Coelho, eram mais do que evidentes, a intervenção de Costa no final do último Conselho Europeu torna tudo ainda mais evidente e é digna do maior dos elogios. As palavras do primeiro-ministro, livres daquela bajulação tão querida ao anterior governo, limpa de culpa e sobretudo determinada, coloca o actual primeiro-ministro num patamar incomensuravelmente superior. Sabe-se que países como a Alemanha, os Países Baixos, a Finlândia e a Áustria continuam empenhados em destruir o que resta do projecto europeu. Mas nesta conjuntura que estamos a viver, uma das mais difíceis da história da Europa, insistir na fomentação da desconfiança e da culpa, colocando entraves a ajudas tão necessitadas, é um exercício irresponsável e que será fatal para a própria UE. Sem hesitação António Costa considerou a exigência do ministro das Finanças holandês para que Espanha seja investigada na sua capacidade orçamental pa…
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