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Os elogios

Não há ainda razão para cantar vitória, mas a agência de notação financeira Moody's e um ministro Holandês fizeram elogios cautelosos ao progresso da economia portuguesa.
A Moody's cuja preponderância, a par das outras agências, é excessiva, a mesma que concedia notações elevadas à Islândia, por exemplo, e à outrora sofisticação financeira que de um dia para o outro se transformou em produtos tóxicos. O ministro holandês de um país, cujos responsáveis políticos não se coibiam de dar lições de moral aos países do sul, mas cujo défice ultrapassou a barreira dos três por cento.
Os elogios são contidos, mas nem por isso deixam de ser elogios que esbarram na triste realidade de muitos cidadãos que assistem a um retrocesso social sem paralelo.
Por outro lado, existe a Grécia, o Estado pária que sofre chantagens dos mercados, das instituições europeias e das pseudo-democracias ou Estados-membros da UE. Uns merecem elogios, os outros reprimendas e até comentários ofensivos, nem que tudo isso sirva para repensarem as escolhas aparentemente democráticas que têm de fazer em meados do mês que se aproxima.

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