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Instabilidade política na Grécia


Uma das consequências notórias da crise económica e social que assola fortemente a Grécia é a inexistência de estabilidade política. Das eleições realizadas no passado domingo não saiu, tal como se esperava, qualquer maioria e o partido mais votado - Nova Democracia - já afastou a possibilidade de conseguir reunir consensos para governar. Resta assim, o segundo partido mais votado - o inesperado Syrisa que tenta negociar com outros partidos no sentido de formar uma coligação. As probabilidades de o conseguir são escassas.
A possibilidade da convocação de novas eleições ganha assim forma. Seria preferível. no entanto, que desta mais recente negociação saísse uma coligação com capacidade para governar. Seja como for, a democracia nem sempre é sinónimo de estabilidade ou da estabilidade que mais convém. Algumas características do sistema eleitoral grego talvez também merecessem revisão.
De qualquer modo, não restem dúvidas que estas incertezas e a mera possibilidade da esquerda considerada mais radical vir a governar está a causar acentuado exacerbamento aos principais líderes europeus. Assim como não sei muito bem como parte da sociedade grega reagirá caso a dita esquerda considerada mais radical conseguir reunir os consensos necessários para governar. Quanto à necessidade de rupturas não tenho quaisquer dúvidas.

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