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Crise grega

Sob a ameaça de saída - expulsão é o termo mais indicado - do Euro, a Grécia continua a procurar uma saída para a crise política resultante das últimas eleições. Os sacrossantos mercados dão sinais de forte inquietação e os principais líderes europeus insistem nas ameaças cada vez menos veladas.
Outro problema que se avizinha quer para a ditadura neoliberal instalada na Europa quer para os próprios mercados prende-se com a possibilidade de um partido considerado de extrema-esquerda poder vencer as próximas eleições.
Assim, a crise grega continua a fazer o seu caminho. O país, cansado das receitas de austeridade, prepara-se agora para um novo período eleitoral, sob permanentes ameaças de expulsão da moeda única.
Continua a ser paradoxal e exasperante ver-se o berço da democracia ver essa mesma democracia permanentemente condicionada. A escolha dos eleitores está desde logo condicionada pela ameaça de saída do Euro. Ainda assim, a haver eleições é muito provável que a tal esquerda radical consiga vencê-las. Resta saber igualmente, caso esse cenário se concretize, como é que determinados sectores da sociedade grega vão reagir, muito em particular, as forças armadas.

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