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A porta de saída

As divergências dão amiúde nisto, na direcção da porta de saída. No caso concreto do Vice-presidente da bancada do PS, Pedro Nuno Santos, a saída terá sido voluntária, na medida em que o parlamentar apresentou a sua demissão. Sabe-se que a saída de Pedro Nuno Santos prende-se com as divergências com a direcção do partido, as chamadas "divergências políticas".
Ora, seria saudável no contexto de qualquer partido político que preze a democracia e a indissociável pluralidade de opinião que se apreciassem as posições contrárias àquelas que supostamente são as da maioria.
Infelizmente, não é isso que se passa no seio dos partidos políticos, incluindo, claro, o Partido Socialista. Pedro Nuno Santos já se tinha mostrado incómodo noutras situações - em discordâncias com Carlos Zorrinho, líder parlamentar, e, particularmente, ao mostrar-se contra a ditadura da Troika.
Honra lhe seja feita: Pedro Nuno Santos defendeu com veemência as suas posições, mesmo contra a maioria, não sucumbindo a outros interesses que frequentemente obliteram a opinião livre. Essa veemência terá resultado na sua demissão. A porta da saída está sempre entreaberta para quem assume posições diferentes dos demais. Quem perde é a democracia que é enriquecida com a pluralidade de opiniões e quem perde somos naturalmente todos nós.

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