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Ironias do destino

O Presidente Francês e candidato presidencial, Nicolas Sarkozy, filho de um emigrante Húngaro, afirma que há estrangeiros a mais em França. Se alguém com responsabilidades nestas matérias tivesse pensado da mesma forma há algumas décadas atrás, Sarkozy com toda a certeza nunca seria Presidente Francês, nem tão-pouco cidadão Francês.
O discurso colhe adeptos e serve para Sarkozy, atrás do candidato socialista nas sondagens, conseguir mais apoios e até chamar a atenção para a sua campanha. O discurso colhe adeptos num país onde a integração de estrangeiros falhou. Esse falhanço contribui para a popularidade de políticos populistas e inanes como é o caso do ainda Presidente Francês.
Infelizmente para ele, não me parece que esta seja a questão mais importante que poderá decidir o rumo da campanha. As questões económicas e da Europa dominarão a campanha e serão decisivas para escolha de um vencedor. Neste particular, Sarkozy está muito longe de reunir sucessos, tem a responsabilidade própria da Governação, a sua proximidade da Chanceler Merkel e das suas políticas desastrosas e o declínio da economia francesa. Estas serão as questões decisivas da campanha para as presidenciais francesas. Nesses aspectos, com mais ou menos estrangeiros, Sarkozy, o filho de um emigrante, sairá derrotado, Felizmente, acrescento.

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