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Greve Geral

Este é mais um instrumento de contestação às políticas seguidas pelo Governo, designadamente em matéria de legislação laboral e medidas de austeridade. As razões para a greve são inúmeras. Escusado será repetir que a Greve é um direito, mas é também uma opção. Espera-se por conseguinte que se respeito que faz greve, tal como se respeite quem opte por não fazer greve.
Talvez os números da greve fossem diferentes se os trabalhadores não vissem o dia descontado - numa altura de aperto todos os euros contam - e se no sector privado (nas muitas pequenas e médias empresas) existisse mais liberdade para que a greve pudesse ser um direito de todos. É certo que a greve não deixa de ser um direito, mas num contexto de empresa de pequenas dimensões ou em casos de manifesta precariedade, a mera possibilidade de um trabalhador entrar em greve não é propriamente vista com naturalidade.
Assim, restam os funcionários públicos e pouco mais. Esta é uma fraqueza assinalável da greve geral.
De todo o modo, a greve geral faz todo o sentido, contra o desemprego, o retrocesso social, a precariedade e a fragilização dos serviços públicos.

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