segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Negociações em Atenas

Hoje, em princípio, ficar-se-á a saber se a Grécia aceita novas medidas de austeridade em troca de mais dinheiro. A escolha está entregue aos três partidos com maior representação e não se afigura fácil. As centrais sindicais já prometeram uma greve geral e não se consegue perceber como é que este país fustigado pelos mais abjectos egoísmos aguentará mais austeridade.
O FMI e a UE estão convencidos que sim, ou melhor, estão-se nas tintas para o grau de resistência dos gregos. A Grécia está falida de uma maneira ou de outra e o objectivo é garantir o mínimo de perdas para os credores e maximizar a venda do país, peça a peça.
Pelo caminho, os cidadãos Gregos - incessantemente responsabilizados pelo mal que lhes assola - vivem o maior paroxismo das últimas décadas. Acresce ao sofrimento do povo, os olhares a afirmações de reprovação dos restantes Estados-membros, a constante culpabilização e o distanciamento.
Ainda não se sabe qual o desfecho das negociações em Atenas, embora se suspeite que vêm aí nova torrente de medidas de austeridade vão recair sobre os Gregos. Resta saber qual o ponto de ruptura de um povo constantemente humilhado e espoliado. Creio que esse ponto de ruptura está para breve, ou talvez até já tenha sido atingido.

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