sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Desemprego

Os números do desemprego divulgados pelo INE são inquietantes, para não dizer mais. Uma taxa de 14 por cento da população activa - um recorde em Portugal - e a perspectiva dos números do desemprego não ficarem por aqui, são o resultado de políticas de austeridade que insistem em fazer o seu caminho.
O Governo reagiu, na pessoa de Miguel Relvas, com preocupação. Segundo este responsável político estes números são o reflexo da crise e das políticas seguidas durante os últimos anos. Tenta-se atenuar o peso incomensurável dos números fazendo referência a outros países da UE que atravessam dificuldades similares. No entanto, Portugal tem uma das taxas de desemprego mais altas da UE e tudo indica que nada ficará por aqui.
O desemprego é um drama. Não há palavras mais amistosas para descrever a vida de quem perde o emprego. Hoje tudo é ainda mais grave tendo em conta a dificuldade que quem perde o emprego encontra em voltar ao mercado de trabalho. O desemprego é um drama, mas não pode ser visto como sendo uma inevitabilidade.
De qualquer modo, podemos estar certos do seguinte: as políticas seguidas avidamente pelo actual Governo com o beneplácito da Alemanha vão redundar num aumento do desemprego. A razão é simples: o país tem vindo a definhar nos últimos meses, só não vê quem não quer. O desemprego, a miséria, a fragilização do Estado Social e da própria democracia são consequências de políticas neoliberais que nunca resolveram coisa alguma. Se dúvidas existem, olhe-se para casos onde doses cavalares de austeridade foram aplicadas e veja-se os resultados.

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