sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O caminho é a austeridade

No dia da Greve Geral, o Governo, na pessoa do ministro Miguel Relvas, vêm reafirmar que o caminho da austeridade tem de ser assumido como sendo o único caminho possível para a solução dos problemas do país. No mesmo dia em que o deputado do PCP Honório Novo questionou o Governo sobre o montante em juros que Portugal terá de pagar à troika. A resposta é avassaladora: se Portugal recorrer aos 78 milhões de euros terá de pagar 34.400 milhões em juros.
O caminho é a austeridade, reafirma o Governo. Carvalho da Silva, líder da CGTP, numa conferência de imprensa, sublinhou a necessidade de mostrar caminhos alternativos e que a CGTP a par com a UGT apontarão esses caminhos. Assim seja. Deste modo cai por terra o argumento de que os sindicatos mais não fazem do que esboçar críticas e greves, não apontando soluções alternativas.
Essas alternativas existem. Não terão é o mesmo impacto mediático que tem o caminho da austeridade.
Paralelamente, ontem os líderes sindicais falaram da necessidade de diálogo com o Governo. Lamentavelmente, creio que esse diálogo será difícil. O Governo está empenhado em seguir a cartilha neoliberal, procurando mesmo ir mais longe do que a Troika. O caminho é a austeridade perante o soçobrar do país e da Europa.
A Greve Geral, as manifestações e as mensagens de grande descontentamento subsequentes devem ser levadas muito a sério pelo Governo. Até porque certamente estes episódios de manifestação de descontentamento estão longe de ficar pelo dia de ontem.

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